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ARTES DO FOGO

 

Escola de Formação Feminina, Escola de Artes Aplicadas, Escola onde se desenhava, Escola onde se pintavam pequenos rectângulos de argila cozida, onde se bordavam toalhas e naperons, teciam tapeçarias, cortavam e moldavam tecidos ao corpo. Também através da cerâmica, especialmente do azulejo pintado, vemos registos do produto do ensino e da criatividade, através de painéis mono e policromáticos, quase sempre com características “naif”, mas que são, também, uma maneira espontânea dos alunos se expressarem plasticamente.

Aqui se criaram, e se continuará a criar, uma das expressões técnicas milenárias, características da expressão artística de vários povos, mas também, e muito, da cultura portuguesa. Magníficos são os azulejos avulso da Fábrica Viúva Lamego, que revestiam as paredes de toda a cantina da escola e que hoje são lembrados numa das paredes da nova cantina. Numa das fachadas da escola ainda se encontra um dos vários painéis cerâmicos aqui criados. De todos os outros, que os alunos executaram, e que revestiam as paredes da escola, restam aqueles que, não estando fixos, são património do Museu - as imagens onde podemos ver toda a criatividade, a cor, as formas, o movimento, as técnicas, o resultado do prazer de fazer Arte através da pintura com óxidos, tintas e vidrados cerâmicos, que, com cores baças e descaracterizadas, misturadas com água, se obtêm, através do fogo, obras vibrantes de cor.

Pequenos rectângulos salpicavam de cor as paredes cinzentas da escola. Pequenos rectângulos que encheram de orgulho os artistas que os criaram. Pequenos rectângulos que ajudaram a estruturar o gosto e o Ensino através da Arte. Pequenos rectângulos que iremos fazer novamente!

Com características que abrangem os campos da funcionalidade e da estética, como processo de revestimento económico das fachadas portuguesas, como elemento decorativo dos espaços, como manifestação artística do povo, como registo eclético de arte, como registo de factos ou acontecimentos históricos, histórias, vivências, gostos, manifestações de fé e dor, manifestações de arte e criatividade, os artífices portugueses deixaram pelas fachadas do nosso património construído: revestimento de paredes e pavimentos; interiores e exteriores de igrejas; casas, palácios e palacetes; prédios de rendimento; pequenos “registos” em fachadas;”figuras de convite”; escadarias com silhares; praças; fontes; lagos; painéis publicitários, etc., que são um registo das características expressivas do desenvolvimento desta Arte em Portugal.

Inspirados nas natrurezas-mortas de Josefa de Óbidos

     
 
     
 
     
 
     
 
     
 
     
 
     
 
     
 
     
 
     
Os azulejos do atelier desaparecido
     

Painel cerâmico colocado numa das fachadas da Escola